O Poder da AutorresponsabilidadePaulo Vieira
LivrosResumo

O Poder da Autorresponsabilidade

de Paulo Vieira · 2018

O livro em três frases

  1. O Poder da Autorresponsabilidade, de Paulo Vieira, parte de uma ideia direta: você é o responsável pela vida que tem hoje, pelo que fez e pelo que deixou de fazer.
  2. O oposto disso é a vitimização, confortável porque tira o peso da culpa, mas cara porque tira junto o poder de mudar.
  3. Para trocar uma postura pela outra, o livro propõe seis leis práticas, cada uma substituindo um hábito de vítima — criticar, reclamar, buscar culpados, fazer-se de vítima, justificar e julgar — por uma atitude de quem assume o comando.

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As ideias principais de “O Poder da Autorresponsabilidade”

Você responde pelo que fez e pelo que não fez

Para Paulo Vieira, ser autorresponsável é reconhecer as suas escolhas por trás de cada resultado que você tem hoje; se elas trouxeram você até aqui, também podem levar você a outro lugar. A responsabilidade vale por ação e por omissão: conta o que você fez e também o que deixou de fazer. O autor compara a pessoa ao timoneiro do próprio barco, que é quem segura o leme. E vale para todas as áreas da vida, não só para o trabalho.

Na prática Escolha um resultado de que não gosta e liste o que fez ou deixou de fazer para chegar a ele.

A vitimização alivia, mas paralisa

O oposto da autorresponsabilidade é a vitimização: pôr a culpa do que acontece nos outros, no governo, na economia ou no destino. Ela é confortável porque tira o peso da culpa, e é aí que mora a armadilha. Junto com a culpa vai embora também o poder de mudar a situação. Quem entrega a culpa a alguém de fora entrega junto a solução, e fica esperando que o mundo mude primeiro.

Na prática Durante um dia, anote cada vez que culpar alguém ou alguma coisa por um problema seu.

Troque a crítica e a reclamação por solução

As três primeiras leis atacam os hábitos mais comuns. Se for criticar, cale-se: sem a crítica, a atenção vai para a solução, e não para desqualificar o outro. Se for reclamar, traga uma sugestão, porque reclamar só aponta o problema, enquanto sugerir já começa a resolvê-lo. E, se for buscar culpados, busque a solução, já que descobrir quem errou não muda o resultado.

Na prática Na próxima vez que for reclamar, só fale depois de ter uma sugestão pronta.

Aprenda com o erro em vez de justificá-lo

A quarta lei pede que você deixe o papel de vítima e aja como vencedor; a quinta, que troque a justificativa pelo aprendizado. A justificativa protege o ego, mas deixa o erro pronto para se repetir. O livro trata o erro como etapa indispensável do aprendizado, não como algo a esconder. Diante de um resultado ruim, a pergunta útil não é de quem foi a culpa, e sim qual foi a sua parte nele.

Na prática Depois do próximo erro, escreva uma lição e uma mudança concreta, sem nenhuma desculpa.

Julgue atitudes, não pessoas

A sexta lei separa o que alguém fez de quem essa pessoa é. A atitude pode ser corrigida; o rótulo condena e fecha a porta para a mudança. A mesma regra vale quando você olha para si: errar numa tarefa não faz de ninguém um fracasso. Para Vieira, ninguém é fixo, e crenças e comportamentos mudam com decisão e prática.

Na prática Ao dar um feedback, descreva o que a pessoa fez e evite adjetivos sobre quem ela é.

Comece sabendo onde você está

Não dá para traçar um caminho sem conhecer o ponto de partida. O livro propõe dar notas a áreas como carreira, finanças e relacionamentos e listar sonhos e medos. Nesse mapa costumam aparecer as crenças limitantes, convicções sobre si mesmo ou sobre o mundo que impedem a pessoa de agir e de crescer. Enxergá-las é o primeiro passo para trocá-las, e a autorresponsabilidade entra aí: se os resultados vêm das suas escolhas, novas escolhas trazem outros resultados.

Na prática Dê uma nota de 0 a 10 para cinco áreas da sua vida e escolha uma para melhorar este mês.

Guia rápido de “O Poder da Autorresponsabilidade”: as seis leis

Cada lei troca um hábito de vítima por uma atitude de quem assume o comando. Leia cada linha da esquerda para a direita: o que evitar e o que fazer no lugar.

LeiAtitude de vítimaAtitude autorresponsável
Se for criticar, cale-se1ª leiCriticarDesqualificar o outro e gastar energia apontando defeitos.Calar e buscar a soluçãoGuardar a crítica e pôr a atenção no que resolve.
Se for reclamar, dê uma sugestão2ª leiReclamarApontar o problema e parar por aí.SugerirLevar uma proposta que já comece a resolver.
Se for buscar culpados, busque a solução3ª leiBuscar culpadosGastar tempo descobrindo quem errou.Buscar a soluçãoPerguntar o que pode ser feito agora.
Se for se fazer de vítima, faça-se de vencedor4ª leiFazer-se de vítimaEsperar que os outros, a economia ou o destino mudem primeiro.Agir como vencedorAssumir o comando e dar o próximo passo.
Se for justificar seus erros, aprenda com eles5ª leiJustificarProteger o ego e deixar o erro pronto para voltar.AprenderTirar uma lição e mudar o que levou ao erro.
Se for julgar alguém, julgue as atitudes, não a pessoa6ª leiJulgar a pessoaRotular quem errou e fechar a porta para a mudança.Julgar a atitudeApontar o comportamento, que pode ser corrigido.

A pergunta por trás das seis: o que eu fiz, ou deixei de fazer, para chegar a este resultado?

Teste seus conhecimentos

Você guarda melhor uma ideia quando se lembra dela do que quando a relê. Tente responder antes de olhar a resposta.

  • O que é autorresponsabilidade, segundo Paulo Vieira?

    Mostrar resposta

    A crença de que você é o único responsável pela vida que leva e, portanto, o único que pode mudá-la.

  • Por que a vitimização é tão confortável?

    Mostrar resposta

    Porque tira o peso da culpa — mas, junto com ele, tira também o poder de mudar a situação.

  • Qual é a 2ª lei da autorresponsabilidade?

    Mostrar resposta

    Se for reclamar, dê uma sugestão.

    Reclamar só aponta o problema; sugerir já começa a resolvê-lo.

  • Quais são os seis comportamentos de vítima que as leis combatem?

    Mostrar resposta

    Criticar, reclamar, buscar culpados, fazer-se de vítima, justificar erros e julgar pessoas.

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Vale a pena ler “O Poder da Autorresponsabilidade”?

Vale como leitura rápida e motivacional: as seis leis são fáceis de lembrar e de testar já no dia seguinte. Quem procura profundidade ou embasamento vai achar o livro raso.

Leia se

  • você se pega reclamando ou culpando os outros com frequência
  • quer um livro curto, com regras que dá para aplicar no dia seguinte
  • gosta de livros de desenvolvimento pessoal com linguagem direta

Folheie se

  • você só quer as seis leis: o guia rápido acima traz todas
  • já leu Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes: a ideia de ser proativo cobre boa parte do caminho

Onde o livro deixa a desejar

  • A ideia de que você é o único responsável pela própria vida deixa de lado fatores que ninguém controla, como doença, pobreza ou discriminação, e pode soar como culpar a vítima.
  • O subtítulo promete uma ferramenta comprovada, mas o livro se apoia na experiência do autor como coach, não em pesquisa publicada.
  • Fora as seis leis, o texto é mais motivacional do que explicativo, e várias ideias se repetem.

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