de Paulo Vieira · 2018
O livro em três frases
5 min de leitura · grátis, sem precisar de conta
Para Paulo Vieira, ser autorresponsável é reconhecer as suas escolhas por trás de cada resultado que você tem hoje; se elas trouxeram você até aqui, também podem levar você a outro lugar. A responsabilidade vale por ação e por omissão: conta o que você fez e também o que deixou de fazer. O autor compara a pessoa ao timoneiro do próprio barco, que é quem segura o leme. E vale para todas as áreas da vida, não só para o trabalho.
Na prática Escolha um resultado de que não gosta e liste o que fez ou deixou de fazer para chegar a ele.
O oposto da autorresponsabilidade é a vitimização: pôr a culpa do que acontece nos outros, no governo, na economia ou no destino. Ela é confortável porque tira o peso da culpa, e é aí que mora a armadilha. Junto com a culpa vai embora também o poder de mudar a situação. Quem entrega a culpa a alguém de fora entrega junto a solução, e fica esperando que o mundo mude primeiro.
Na prática Durante um dia, anote cada vez que culpar alguém ou alguma coisa por um problema seu.
As três primeiras leis atacam os hábitos mais comuns. Se for criticar, cale-se: sem a crítica, a atenção vai para a solução, e não para desqualificar o outro. Se for reclamar, traga uma sugestão, porque reclamar só aponta o problema, enquanto sugerir já começa a resolvê-lo. E, se for buscar culpados, busque a solução, já que descobrir quem errou não muda o resultado.
Na prática Na próxima vez que for reclamar, só fale depois de ter uma sugestão pronta.
A quarta lei pede que você deixe o papel de vítima e aja como vencedor; a quinta, que troque a justificativa pelo aprendizado. A justificativa protege o ego, mas deixa o erro pronto para se repetir. O livro trata o erro como etapa indispensável do aprendizado, não como algo a esconder. Diante de um resultado ruim, a pergunta útil não é de quem foi a culpa, e sim qual foi a sua parte nele.
Na prática Depois do próximo erro, escreva uma lição e uma mudança concreta, sem nenhuma desculpa.
A sexta lei separa o que alguém fez de quem essa pessoa é. A atitude pode ser corrigida; o rótulo condena e fecha a porta para a mudança. A mesma regra vale quando você olha para si: errar numa tarefa não faz de ninguém um fracasso. Para Vieira, ninguém é fixo, e crenças e comportamentos mudam com decisão e prática.
Na prática Ao dar um feedback, descreva o que a pessoa fez e evite adjetivos sobre quem ela é.
Não dá para traçar um caminho sem conhecer o ponto de partida. O livro propõe dar notas a áreas como carreira, finanças e relacionamentos e listar sonhos e medos. Nesse mapa costumam aparecer as crenças limitantes, convicções sobre si mesmo ou sobre o mundo que impedem a pessoa de agir e de crescer. Enxergá-las é o primeiro passo para trocá-las, e a autorresponsabilidade entra aí: se os resultados vêm das suas escolhas, novas escolhas trazem outros resultados.
Na prática Dê uma nota de 0 a 10 para cinco áreas da sua vida e escolha uma para melhorar este mês.
Cada lei troca um hábito de vítima por uma atitude de quem assume o comando. Leia cada linha da esquerda para a direita: o que evitar e o que fazer no lugar.
| Lei | Atitude de vítima | Atitude autorresponsável |
|---|---|---|
| Se for criticar, cale-se1ª lei | CriticarDesqualificar o outro e gastar energia apontando defeitos. | Calar e buscar a soluçãoGuardar a crítica e pôr a atenção no que resolve. |
| Se for reclamar, dê uma sugestão2ª lei | ReclamarApontar o problema e parar por aí. | SugerirLevar uma proposta que já comece a resolver. |
| Se for buscar culpados, busque a solução3ª lei | Buscar culpadosGastar tempo descobrindo quem errou. | Buscar a soluçãoPerguntar o que pode ser feito agora. |
| Se for se fazer de vítima, faça-se de vencedor4ª lei | Fazer-se de vítimaEsperar que os outros, a economia ou o destino mudem primeiro. | Agir como vencedorAssumir o comando e dar o próximo passo. |
| Se for justificar seus erros, aprenda com eles5ª lei | JustificarProteger o ego e deixar o erro pronto para voltar. | AprenderTirar uma lição e mudar o que levou ao erro. |
| Se for julgar alguém, julgue as atitudes, não a pessoa6ª lei | Julgar a pessoaRotular quem errou e fechar a porta para a mudança. | Julgar a atitudeApontar o comportamento, que pode ser corrigido. |
A pergunta por trás das seis: o que eu fiz, ou deixei de fazer, para chegar a este resultado?
Você guarda melhor uma ideia quando se lembra dela do que quando a relê. Tente responder antes de olhar a resposta.
O que é autorresponsabilidade, segundo Paulo Vieira?
A crença de que você é o único responsável pela vida que leva e, portanto, o único que pode mudá-la.
Por que a vitimização é tão confortável?
Porque tira o peso da culpa — mas, junto com ele, tira também o poder de mudar a situação.
Qual é a 2ª lei da autorresponsabilidade?
Se for reclamar, dê uma sugestão.
Reclamar só aponta o problema; sugerir já começa a resolvê-lo.
Quais são os seis comportamentos de vítima que as leis combatem?
Criticar, reclamar, buscar culpados, fazer-se de vítima, justificar erros e julgar pessoas.
Grátis no learner do Web Highlights, sem precisar de conta.
Vale como leitura rápida e motivacional: as seis leis são fáceis de lembrar e de testar já no dia seguinte. Quem procura profundidade ou embasamento vai achar o livro raso.