O Homem Mais Rico da BabilôniaGeorge S. ClasonCapa de “O Homem Mais Rico da Babilônia”
LivrosResumo

O Homem Mais Rico da Babilônia

de George S. Clason · 1926

O livro em três frases

  1. O Homem Mais Rico da Babilônia reúne parábolas ambientadas na Babilônia antiga, em que escribas, mercadores e até escravos aprendem a lidar com dinheiro.
  2. A regra que atravessa todas elas é guardar pelo menos um décimo de tudo o que você ganha, antes de qualquer outra despesa, e pôr esse dinheiro para render.
  3. Dela saem as sete curas para uma bolsa vazia e as cinco leis do ouro, que ensinam a controlar gastos, proteger o que foi poupado, desconfiar de lucro fácil e aumentar a própria renda.

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Capas: Open Library

As ideias principais de “O Homem Mais Rico da Babilônia”

Guarde um décimo antes de pagar os outros

Arkad era um simples escriba quando Algamish, um rico emprestador de dinheiro, lhe ensinou a regra que mudaria sua vida: de tudo o que ganhasse, separar para si pelo menos um décimo. O raciocínio é direto. Quem paga o aluguel, a comida e as roupas, mas nunca reserva nada para si, passa a vida trabalhando para os outros. Para Arkad, um décimo faz pouca falta no dia a dia e, repetido por anos, vira patrimônio.

Na prática No dia do próximo pagamento, separe 10% numa conta à parte antes de pagar os boletos.

Conselho se pede a quem entende do assunto

As primeiras economias de Arkad sumiram quando ele as confiou a um fabricante de tijolos para comprar joias, e o que recebeu de volta foi vidro sem valor. Na tentativa seguinte, ele poupou direito, mas gastou em festas tudo o que o dinheiro rendia. Algamish aponta os dois erros: ouvir quem não era do ramo e consumir os rendimentos em vez de deixá-los render também. Para ele, os juros são os filhos do ouro, e os filhos também precisam trabalhar.

Na prática Antes de investir, pergunte se quem está aconselhando você já ganhou dinheiro com aquilo.

Controle os gastos antes que eles engulam a renda

A segunda cura parte de algo que qualquer assalariado conhece: quando a renda sobe, o custo de vida costuma subir junto, até não sobrar nada, a não ser que alguém ponha um freio. Clason não pede uma vida de privações. Pede que você separe necessidades de desejos e decida quais desejos cabem nos nove décimos que ficam depois de guardar a sua parte. Os que não cabem ficam de fora, e isso é uma escolha consciente, não um fracasso.

Na prática Liste os gastos do último mês e marque cada um como necessidade ou desejo.

Faça o ouro render sem arriscar o que já tem

Dinheiro guardado e parado não cresce. A terceira cura e a segunda lei do ouro pedem um uso lucrativo para a poupança, para que ela se multiplique como um rebanho. Mas a maioria das regras do livro cuida da defesa, não do ataque. A quarta cura e as três últimas leis repetem a mesma lição de ângulos diferentes: priorize a segurança do capital, siga quem tem experiência e fique longe de negócios que você não conhece e de promessas de ganho impossível.

Na prática Se não consegue explicar em duas frases como um investimento dá lucro, fique fora dele.

Dívida se enfrenta com um plano

Dabasir, mercador de camelos, se afundou em dívidas e acabou escravizado longe da Babilônia. A virada vem quando ele decide voltar e pagar cada credor. O plano, registrado em tábuas de argila, divide a renda em três partes: um décimo guardado, sete décimos para viver e dois décimos repartidos entre os credores. Numa das histórias do livro, um casal dos tempos modernos aplica a mesma divisão e sai do vermelho.

Na prática Liste suas dívidas e defina uma fatia fixa da renda para pagá-las todo mês.

Proteja a família como as muralhas protegeram a cidade

A parábola das muralhas mostra a Babilônia resistindo a um ataque graças às defesas que construiu antes. Clason usa a imagem para falar de proteção: seguros, reservas e uma renda garantida para a velhice e para a família, que é a sexta cura. A quinta, ter casa própria, segue a mesma lógica de segurança, e é um ponto em que o livro diverge de Pai Rico, Pai Pobre, que trata a casa onde você mora como passivo.

Na prática Calcule quantos meses sua família aguentaria se a sua renda parasse hoje.

Aumente o quanto você consegue ganhar

A última cura olha para o outro lado da conta: estudar, aprimorar o ofício e cultivar o respeito próprio para ganhar mais. A história de Sharru Nada e Arad Gula, dois escravos que chegam à liberdade e à riqueza pelo trabalho feito com gosto, reforça a ideia. E o encontro com a deusa da boa sorte fecha o raciocínio: a sorte aparece para quem aproveita a oportunidade na hora, não para quem adia a decisão.

Na prática Escolha uma habilidade que aumentaria sua renda e reserve uma hora por semana para ela.

Guia rápido de “O Homem Mais Rico da Babilônia”: as sete curas e as cinco leis do ouro

As sete curas são o plano de quem está começando; as cinco leis do ouro dizem como o dinheiro poupado cresce ou se perde. Uma linha por regra, na ordem do livro.

RegraO que ensinaNa prática
Comece a encher a bolsa1ª curaDe cada dez moedas que entram, uma fica com você.Separe 10% no dia do pagamento, antes das contas.
Controle seus gastos2ª curaSem vigilância, os gastos crescem até engolir a renda.Separe necessidades de desejos e viva com nove décimos.
Faça o ouro se multiplicar3ª curaO dinheiro poupado precisa render, e os rendimentos também.Reinvista os juros em vez de gastá-los.
Proteja seu tesouro contra perdas4ª curaA segurança do capital vem antes da promessa de lucro alto.Consulte quem tem experiência antes de investir.
Tenha casa própria5ª curaA moradia pode ser um investimento lucrativo.Planeje a compra da casa em vez de pagar aluguel para sempre.
Garanta uma renda para o futuro6ª curaPrepare desde já a velhice e a proteção da família.Invista pensando na aposentadoria e tenha reserva e seguro.
Aumente sua capacidade de ganhar7ª curaEstudar e aprimorar o ofício fazem a renda crescer.Dedique tempo a uma habilidade que o mercado valorize.
O ouro chega a quem poupa1ª lei do ouroVem para quem guarda ao menos um décimo pensando no futuro.Faça da poupança o primeiro gasto do mês.
O ouro trabalha para quem o emprega bem2ª lei do ouroNas mãos de quem lhe dá um uso lucrativo, ele se multiplica.Dê um destino rentável a cada valor poupado.
O ouro fica com quem investe com cuidado3ª lei do ouroPermanece com quem segue o conselho de gente experiente.Ouça quem já lida com aquele tipo de investimento.
O ouro foge do que você não conhece4ª lei do ouroEscapa de negócios que você não entende ou que os entendidos reprovam.Só invista no que você sabe explicar.
O ouro foge do lucro impossível5ª lei do ouroSome nas mãos de quem acredita em trapaceiros ou na própria inexperiência.Desconfie de qualquer promessa de lucro alto e rápido.

A regra por trás de todas: guardar primeiro e arriscar só o que você entende. Sem o décimo poupado, não há ouro para multiplicar nem para proteger.

Teste seus conhecimentos

Você guarda melhor uma ideia quando se lembra dela do que quando a relê. Tente responder antes de olhar a resposta.

  • Qual é a lição fundamental do livro?

    Mostrar resposta

    Guardar para si pelo menos um décimo de tudo o que você ganha, antes das outras despesas.

  • Qual é a 2ª cura para uma bolsa vazia?

    Mostrar resposta

    Controle seus gastos.

    Separe desejos de necessidades: os gastos tendem a crescer até engolir a renda.

  • O que diz a 5ª lei do ouro?

    Mostrar resposta

    O ouro foge de quem busca ganhos impossíveis, ouve trapaceiros ou confia na própria inexperiência.

  • Qual é o plano para pagar dívidas descrito nas tábuas de argila?

    Mostrar resposta

    Guardar um décimo da renda, viver com sete décimos e usar dois décimos para pagar os credores.

    No livro, um casal dos tempos modernos aplica o plano de Dabasir e sai das dívidas.

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Vale a pena ler “O Homem Mais Rico da Babilônia”?

Vale a leitura, sobretudo como primeiro livro de finanças: é curto, fácil de ler e fixa o essencial com histórias difíceis de esquecer. Quem já poupa e investe vai achar pouca novidade.

Leia se

  • você ganha razoavelmente bem e, mesmo assim, nunca sobra nada no fim do mês
  • nunca leu nada sobre finanças e quer começar pelo básico
  • prefere aprender com histórias a aprender com planilhas

Folheie se

  • você já poupa e investe todo mês: as regras vão soar familiares
  • quer só as regras: o guia rápido acima traz as sete curas e as cinco leis

Onde o livro deixa a desejar

  • Os conselhos são gerais: o livro diz o que fazer com o dinheiro poupado, mas quase nada sobre como escolher um investimento no mundo de hoje.
  • A casa própria como investimento é uma tese discutível; Robert Kiyosaki, por exemplo, vê a casa em que você mora como passivo, não como ativo.
  • O formato de parábola se repete, e a mesma lição volta em várias histórias com pouca coisa nova.

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